Tenho alguns anos de estrada no que diz respeito à vida religiosa dentro de comunidades evangélicas. Primeiramente, nasci em lar católico romano; depois toda minha família se tornou presbiteriana do Brasil. Pela Assembleia de Deus, minha passagem foi apenas como visitante. Já no adventismo do sétimo dia fiquei longos dezessete anos, mas antes disso estive na Obra de Restauração, no grupo Maranata, toquei violão na Deus é amor etc., etc. Recentemente, andei visitando a Batista Nacional e Adventista da Promessa.
Contando meu caso a amigos teólogos, quase unanimemente chamam minha atenção para o perigo de, após fazer tanta turnê pelos meandros da fé, terminar meus anos em total apostasia.
Por outro lado, sem querer ir contra igrejas proselitistas que só pensam em fazer membros e mantê-los definitivamente na "verdade" (pelo menos a verdade segundo essas igrejas creem), acho que foi muito bom ter passado por vários grupos religiosos.
De início, quero dizer que aprendi com os católicos a teimosia própria de quem é fiel aos líderes, independentemente de eles estarem ou não envolvidos em coisas inadimissíveis a um religioso. Por outro lado, recebi dos presbiterianos tradicionais o conceito de que minha salvação é eterna, independentemente do faça ou deixe de fazer, pois fui predestinado para isso.
Na Assembleia de Deus, nas poucas visitas ali, fui instruído que tenho de viver na fé, sob as chamas divinas do amor e do poder pentecostal, se possível levantando mortos em nome de Jesus!
E no adventismo? Que aprendi lá? Muita coisa boa, uma delas ser bom debatedor e, mesmo que esteja errado, arrumar argumentos convincentes, pois um servo de Deus não deve perder batalhas, ainda que sejam no campo das idéias.
Quanto à Batista Nacional e Adventista da Promessa, tirando a questão do sábado que esta última acredita ainda estar vigente, ambas são pentecostais como a maioria das igrejas evangélicas.
Se para alguns religiosos meu currículo não é bom, pois não podemos ser como "nuvens levadas pelos ventos", e segundo eles um crente não pode se deixar levar por ventos de doutrina várias, para outros cristãos nada de anormal na minha turnê por diferentes igrejas. Alguns concordam que você só cresce espiritualmente quando vivencia experiências variadas.
A partir destas considerações, uso este espaço para defender amigos que muitas vezes são mal compreendidos pelas comunidades das quais fizeram parte por muitos anos e, de repente, resolveram migrar para outra igreja. Não fiquem tristes, pois o que me conforta é saber que todas essas igrejas falam do amor de Cristo, pregam o bem, mostram o caminho da solidariedade e respeito ao próximo. Também ensinam que se deve guardar a Lei de Deus; ministram bênçãos em nome de Jesus e dizem que o Céu nos aguarda. E melhor de tudo: ensinam que a salvação está em Cristo e não nas denominações!
Bom dia a todos!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
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